SINPOL-TO MOBILIZA APOIO A AGENTE JULGADO EM ANANÁS: “O GRITO DE UMA CATEGORIA QUE NÃO ACEITA SER INJUSTIÇADA”

26/04/2022 26/04/2022 17:08 512 visualizações

Em um gesto de união e força, Policiais Civis se reuniram em Ananás, no norte do estado, para acompanhar o julgamento do Agente de Polícia, Ueliton Gualberto Pereira, que correu nesta segunda-feira (25). O SINPOL-TO marcou presença junto à categoria, que contou com o apoio do sindicato na viabilidade de transporte e alimentação aos que foram solidários e se reuniram no Tribunal do Júri para apoiar o agente.

A sustentação favorável a Ueliton Gualberto Pereira foi feita pelos renomados advogados especialistas no trabalho junto ao Tribunal do Júri, Paulo Roberto e Ney Moura Teles. O Promotor responsável pelo caso, Breno Simonassi, apresentou tese que desqualificou o crime de homicídio, configurando apenas lesão corporal seguida de morte. O SINPOL-TO ressalta que pelo passar do tempo, a imputação de crime contra o Policial Civil já deveria ter sido prescrita.

“Sensação de dever cumprido”, comentou o jurista Paulo Roberto após a sentença. “A Polícia Civil deu todo o respaldo para que a gente pudesse fazer um bom trabalho. O SINPOL-TO, os diretores, e todo esse pessoal, nos deram a oportunidade de estar ali fazendo um trabalho à altura”.

“Não há perdas, apenas uma pena minúscula”, completou o advogado. “Ainda assim nós vamos interpor recurso para que se obtenha a prescrição do processo”. O SINPOL-TO segue acompanhando o caso e apoiando o agente Ueliton Gualberto. A Presidente Suzi Francisca e o tesoureiro Jean Silveira estiveram em Ananás para dar suporte ao filiado.

"Esse é um momento importante de respaldar nosso colega e de proteger os Policiais Civis contra distorções que buscam fragilizar nossa atuação. A Polícia não pode se furtar de fazer o seu papel e não pode ser ameaçada ou estigmatizada diante de fatalidades como essa", refletiu a presidente Suzi Francisca.

"Nossa vida é nosso principal instrumento de trabalho. E se vivemos uma situação traumática ou fatal, é porque isso está no bojo da profissão. A presença dos Policiais durante o julgamento representa o grito de uma categoria que não aceita ser calada ou injustiçada. Os Policiais Civis, que lutam pela ordem, pela justiça e pela segurança da sociedade precisam também ser protegidos em momentos como esse. E nós lutaremos até o fim para assegurar isso", arrematou a sindicalista.