Operação Reconhecimento: O que fazem os Delegados de Polícia do Tocantins?

04/05/2021 04/05/2021 19:36 187 visualizações

Responsáveis por liderar todas as delegacias do Estado e as equipes formadas pelos cargos da Polícia Civil, esses profissionais possuem um papel fundamental no cumprimento das determinações da justiça para punir os criminosos e manter a população cada vez mais segura. Hoje, no encerramento da campanha “Operação Reconhecimento”, você entenderá o que fazem os Delegados da Polícia Civil do Estado do Tocantins.

Essa função é prevista pela Lei n° 12.830 de 20 de junho de 2013 (nível nacional) que dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo Delegado de Polícia e a Lei n° 2.314 de 30 de março de 2010 (nível estadual) que estabelece que o profissional deve também representar à autoridade judiciária competente pela decretação de prisões e demais medidas previstas na legislação processual penal, realizar as diligências determinadas pelo juízo penal, como mandados de prisão e busca e apreensão; se direcionar ou determinar alguém aos locais de crime providenciando para que não se alterem o estado e a conservação das provas, entre outras atribuições.

E como se tornar um Delegado de Polícia?

Para investidura neste cargo é necessário possuir nível superior em Direito, possuir três anos de prática jurídica ou policial, aprovação no Curso de Formação de Delegado de Polícia Civil e em todas as fases submetidas por concurso público.

Um trabalho que preserva os direitos da população

Delegado de Polícia no Tocantins desde junho de 2017, José Lucas Melo da Silva possui uma trajetória repleta de atuações no combate à criminalidade em vários municípios tocantinenses. Atualmente está como titular da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins, cidade em que também chefiou a 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), a 61ª Delegacia de Polícia e a Especializada no Atendimento a Crianças e Adolescentes. Além disso, José Lucas trabalhou nos municípios de Marianópolis, Monte Santo e em Colinas onde atuou na 42ª Delegacia de Policia e na Delegacia Especializada em Furtos e Roubos.

Segundo José Lucas, a função do Delegado de Polícia é primordial para garantir justiça à sociedade. “Por ser um cargo híbrido, com natureza jurídica e policial, é dinâmico. Atuar no início da persecução criminal permite preservar e restaurar os direitos da população que tenha sofrido alguma infração penal, promovendo a devida responsabilização a quem tenha incorrido em sua prática. Da mesma forma, evita-se que seja levado a responder um processo criminal quem não deva, prevenindo assim injustiça”, comenta.

Ele ainda destaca o quão fundamental é o cargo para promover um trabalho integrado dentro de uma delegacia. “Cabe ao Delegado liderar sua equipe de forma a proporcionar que todos tenham condições de desempenhar com qualidade a sua função, uma vez que somente com o trabalho integrado é possível alcançar resultados expressivos contra a criminalidade, cada vez mais organizada”, afirma.

Seguir na profissão sempre foi um sonho de José Lucas que vê a carreira policial uma forma de prestar apoio a quem precisa. “O trabalho da Polícia Civil feito de forma íntegra, dedicada e voltada à sociedade tem o poder de transformar positivamente a vida da população. A resposta que obtemos das pessoas no atendimento diário é a melhor recompensa pelo serviço prestado. Sempre quis ser Delegado e a motivação é buscar fazer o trabalho de forma correta, cada vez mais buscando resultados que concretizem o sentimento de justiça que a sociedade busca”, encerra o Delegado.

O dom investigativo

Jacqueline de Guimarães e Souza também é Delegada de Polícia no Tocantins e atua desde 2002, hoje está como titular da Delegacia de Assuntos Internos da Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública, em Palmas, mas já chefiou delegacias em várias cidades do interior, entre elas: Talismã, Filadélfia, Tocantinópolis, Araguaína, Guaraí, Paraíso e Araguacema.

A escolha pela profissão é reflexo da carreira seguida pelo seu pai e também pela diretriz investigativa, o que proporciona o esclarecimento dos fatos, uma vez que, segundo ela, sempre foi muito curiosa e admirava o aspecto investigativo, a busca em conhecer as causas, as motivações, as circunstâncias em que os fatos ocorriam.

Ao relatar os aprendizados na carreira policial durante todos esses anos, Jacqueline afirma ter obtido grandes lições que proporcionaram uma melhor percepção de vida. “A experiência que levo, repercute inclusive na esfera pessoal, a de que tudo na vida, desde o princípio, tem seus indicadores. Por exemplo, todo delito, tudo aquilo que fere ao próximo, que causa danos, seja de ordem material, psicológica ou emocional, anteriormente, já possui seus indicadores. Alguém que tem a tendência ao cometimento do delito, de uma violência em particular, inicia com ataques verbais, com condutas antisociais no seio familiar, no seio da comunidade mais próxima. Assim, até mesmo ao nos relacionarmos interpessoalmente, mister analisarmos também os indicadores: familiares, sociais, interpessoais”, disse.  

Sobre motivação, Jacqueline afirma estar vivendo o melhor da sua carreira profissional. “O momento em que me encontro mais motivada tem sido este em que o esforço do trabalho contínuo é valorizado, nada obstante os desafios encontrados; em que o respeito pela minha humanidade tem sido valorizada, inclusive pelos meus chefes aos quais hierarquicamente subordinada, e também pelos colegas de trabalho. A boa convivência, a parceria, onde ninguém é melhor que ninguém, mas antes, todos se auxiliam mutuamente; onde sou ouvida com gentileza e educação, sem arbitrariedades, sem ataques pessoais - os quais, friso, anteriormente vividos sobejamente, tudo isso tem sido motivações importantíssimas”, conclui Jacqueline.

A presidente do SINPOL-TO, Suzi Francisca, ressalta que “assim como demonstramos a importância dos demais cargos, reconhecemos o papel desempenhado pelos Delegados da Polícia Civil do Tocantins, companheiros comprometidos com a segurança da população, que não cessam a luta a cada dia para consolidar caminhos que libertem a sociedade da criminalidade”, pondera Suzi.

Fotos: Arquivo Pessoal

Texto: Ascom SINPOL-TO