Policial Civil, Papiloscopista trabalha com método técnico científico

23/04/2019 23/04/2019 10:12 243 visualizações

Em comemoração ao dia do Policial Civil, celebrado dia 21 de abril, o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins destaca o trabalho desses profissionais em cada categoria. 

 

A Papiloscopia é um método técnico-científico de identificação humana por meio de impressões papilares (digitais), ou seja, são reproduções dos desenhos encontrados nas papilas dérmicas palmares (mãos) e plantares (pés), sendo as impressões digitais (dedos) as mais emitidas.

 

Sendo assim, a papiloscopia é um trabalho importante na identificação de pessoas, voltado para confronto digitais, onde consegue identificar no âmbito civil e criminal. O Papiloscopista é o profissional responsável pela confecção do retrato falado, trabalho utilizado para identificar o agressor ou condutor de um crime, através da representação facial humana e efetuação de exames prosopográficos, que trabalha com fotos e imagens de câmeras de segurança, para também identificar o autor de crimes. 

 

Atualmente, o maior desafio enfrentado pela categoria no Tocantins é a falta de conhecimento da sociedade acerca da importância da preservação dos locais de crime, conforme conta a diretora de Papiloscopia, Naides Cesar Silva. “Muitas vezes as pessoas não compreendem a importância da cena do crime, onde acabam limpando ou movendo objetos. E quando uma cena de crime não é preservada, corre-se o risco de perder os vestígios que possivelmente ali estão”, explica.

 

Falta de estrutura moderna e de equipamentos tecnológicos avançados também é um desafio. Mas para Naides Cesar o problema não impede de realizar o trabalho com dedicação e responsabilidade. 

 

“Costumo falar que somos funcionários públicos e devemos serviço à sociedade. Desvendar o autor de um crime é a satisfação de poder dar uma resposta concreta e certa ao cidadão, que consegue saber exatamente quem é o culpado pelo ato criminoso. Isso é o que nos motiva diariamente”, conta a papiloscopista que atua há 15 anos na área.

 

Para o presidente do SINPOL-TO, Ubiratan Rebello, "o que falta a agora é tão somente o reconhecimento da categoria pela esfera do poder executivo como Peritos Papiloscopistas, reconhecendo e valorizando os trabalhos de excelência realizados pelos profissionais".